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CMBH recebe última reunião do ano da Rede de Ouvidorias Públicas do Estado

Assunto: 
COMPLIANCE
Mesa do Plenário Amintas de Barros coma  presença do vereador Braulio Lara e outros participantes. No telão, está o escrito "Palestra Integridade e Confiança no Setor Público, palestrante Daniel Lança".
Foto: Claudio Rabelo/CMBH

A Câmara Municipal de BH (CMBH) recebeu, na manhã desta quarta-feira (17/12), a última reunião de 2025 da Rede Mineira de Ouvidorias Públicas (Ouvir-MG). O encontro foi organizado pela Ouvidoria da CMBH e a Seção de Capacitação da Escola do Legislativo, em parceria com a Rede. O encontro, que reuniu representantes de ouvidorias de prefeituras e órgãos públicos para troca de experiências, debateu também o papel estratégico da escuta cidadã e da integridade nas instituições públicas. O ouvidor da CMBH, vereador Braulio Lara (Novo), apresentou um balanço das ações do setor, que de julho a dezembro deste ano realizou 60 atendimentos em 35 bairros de BH, por meio do Programa Ouvidoria na Rua. O professor Daniel Lança, especialista em gestão de riscos, debateu o tema da corrupção a partir da percepção social, e defendeu a construção de uma cultura de integridade e confiança, juntamente com ações de prevenção e detecção, já realizadas pelas organizações públicas no campo da compliance.

Ouvidoria da CMBH: espaço qualificado de escuta

A mesa de abertura do evento contou com a participação da ouvidora da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e secretária executiva da Rede Ouvir, Gláucia Fernandino; do ouvidor-geral do Município, Gustavo Nassif, e do ouvidor da CMBH, Braulio Lara. Em suas falas iniciais, os participantes destacaram a importância do trabalho em rede para o fortalecimento das ouvidorias em Minas Gerais. Gustavo Nassif ressaltou o papel da Ouvidoria da CMBH como "espaço qualificado de escuta", e destacou que, historicamente, o Poder Legislativo enfrenta desafios na estruturação de ouvidorias, o que, segundo ele, não tem sido o caso da Câmara de Belo Horizonte.

“Somos a soma das ouvidorias de Minas Gerais e podemos fazer da rede uma potência ainda maior”, afirmou o ouvidor-geral do Município.

Espaço para orientação e encaminhamento

Braulio Lara relembrou sua trajetória à frente do órgão desde o biênio 2023/2024 e a aproximação com a Rede Ouvir-MG logo no início da gestão. Reconduzido para o biênio 2025/2026, ele destacou que o principal objetivo da atuação é aproximar a ouvidoria do cidadão.

“Trabalhamos para que a população perceba que a ouvidoria não é uma 'salinha escondida', mas um serviço aberto, acessível, e que pode ser também uma ponte para os vereadores”, afirmou.

Entre as iniciativas apresentadas, Braulio destacou o programa Ouvidoria na Rua, que leva atendimento itinerante às regionais da capital. Em 2025, no segundo semestre, a ação realizou 60 atendimentos em 35 bairros. As demandas da ouvidoria também são registradas por telefone ou pela internet e, depois de acolhidas, são encaminhadas aos órgãos competentes. Segundo o ouvidor da Câmara, muitas manifestações dizem respeito a serviços do Poder Executivo ou órgãos públicos, como a Copasa e a Cemig, o que reforça o papel da ouvidoria como espaço de orientação e encaminhamento ao cidadão.

Valorização de comportamentos positivos 

Na segunda parte do evento, Daniel Lança apresentou a palestra “Integridade e Confiança no Setor Público”. O professor abordou o tema da corrupção a partir da percepção social, e destacou a importância de tratar o assunto de forma aberta e contínua. De acordo com Lanza, falar sobre corrupção é fundamental para enfrentá-la, especialmente por meio de ações de prevenção, detecção e fortalecimento da integridade institucional.

O especialista ressaltou o papel estratégico das ouvidorias nesse contexto, sobretudo pela garantia de sigilo e confiança ao cidadão. Ele alertou, entretanto, que o enfrentamento à corrupção não passa somente pelo aumento da burocracia, mas pela construção de uma cultura de integridade e confiança, que seja apoiada pela alta administração das organizações públicas. “O padrão é a honestidade. Conhecemos muito mais pessoas honestas do que corruptas”, afirmou, ao defender a valorização e a divulgação de comportamentos positivos no serviço público como forma de embasar essa construção.

Banco de boas práticas

Antes de encerrar o encontro, representantes de diversas ouvidorias públicas - dentre elas dos municípios de Itabira, Divinópolis, Belo Horizonte, e de órgãos como Cemig, Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Copasa e Ministério Público de Contas - puderam trazer seus relatos de experiências e desafios. A criação de um banco de boas práticas para compartilhamento na rede foi sugerida como forma de fortalecer as instituições. As reuniões da Rede Ouvir ocorrem a cada dois ou três meses. 

Superintendência de Comunicação Institucional

Reunião técnica da Rede Mineira de Ouvidorias Públicas (rede Ouvir-MG)

Data publicação: 
quinta-feira, 18 Dezembro, 2025 - 11:15
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