Lei institui o Mês de Prevenção ao Glaucoma em maio
O glaucoma é uma doença ocular grave, silenciosa e progressiva que, se não diagnosticada e tratada precocemente, pode levar à perda irreversível da visão. De acordo com estimativas do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, cerca de 1,7 milhão de pessoas devem ter glaucoma no Brasil, e muitas delas desconhecem a doença, o que reforça a necessidade de campanhas de conscientização e prevenção. Diante disso, o Poder Legislativo aprovou e o Executivo municipal sancionou Lei 11.966, que consolida o mês de maio como o Mês de Prevenção ao Glaucoma em Belo Horizonte. O mês foi escolhido para coincidir com a campanha Maio Verde, realizada anualmente pela Sociedade Brasileira do Glaucoma. Até a entrada em vigor da nova lei, nesta quarta-feira (21/1), a normatização acerca das datas comemorativas do Município instituía agosto como o Mês de Prevenção ao Glaucoma na capital mineira.
De acordo com a autora da proposta, Loíde Gonçalves (MDB), a escolha de maio como Mês de Prevenção ao Glaucoma permitirá a realização de "ações concentradas e de alto impacto" para educar a população sobre os fatores de risco, a importância do diagnóstico precoce, e as opções de tratamento disponíveis.
"O grande perigo do glaucoma reside em sua natureza assintomática nas fases iniciais, já que a maioria dos pacientes não sente dor ou percebe a perda gradual do campo de visão até que o
dano já esteja avançado", aponta a parlamentar na justificativa da proposta.
Assim, a detecção precoce do glaucoma, por meio de exames oftalmológicos regulares, é, segundo Loíde Gonçalves, "a forma ideal" de controlar a progressão da doença, uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo.
O glaucoma é uma neuropatia óptica, que provoca aumento da pressão intraocular. Entre os fatores de risco estão: idade acima de 40 anos; histórico familiar; doenças no olho, como inflamações, tumores e descolamento de retina; uso de medicamentos com corticosteroides, principalmente colírios; problemas cardíacos; e diabetes.
O diagnóstico é feito por meio de exames oftalmológicos, como a medição da pressão intraocular, avaliação do nervo óptico e teste de campo visual.
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