Salários e sobrecarga no Samu de BH serão debatidos na quarta (6)
A Comissão de Administração Pública e Segurança Pública da Câmara Municipal de Belo Horizonte realizará na próxima quarta-feira (6/5), às 13h30, audiência pública para debater o salário e as condições de trabalho dos condutores socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do transporte sanitário no SUS-BH. Solicitada pelo vereador Dr. Bruno Pedralva (PT), a reunião pretende discutir a valorização profissional e a estrutura de trabalho desses profissionais, considerados essenciais para o funcionamento da rede de urgência e emergência da capital. Foram convidados para a audiência representantes da Prefeitura de Belo Horizonte, da Secretaria Municipal de Saúde, de sindicatos da categoria e de órgãos de controle. A reunião é aberta ao público e poderá ser acompanhada presencialmente no Plenário Camil Caram ou on-line pelo portal ou canal da CMBH no Youtube.
Redução de equipes e risco de paralisação
A audiência pública desta quarta-feira ocorre em meio a um cenário de instabilidade. Em abril de 2026, a prefeitura iniciou o desligamento de cerca de 25% a 33% dos técnicos de enfermagem contratados temporariamente, o que impactou diretamente a composição das equipes das Unidades de Suporte Básico do Samu.
Com a redução, ambulâncias que antes operavam com dois técnicos de enfermagem e um condutor passaram a funcionar, em alguns casos, com apenas um técnico e o motorista. Segundo entidades representativas, a mudança aumenta a sobrecarga dos profissionais e eleva os riscos durante os atendimentos, especialmente em ocorrências graves. A situação já gerou protestos da categoria ao longo do mês de abril.
Transporte sanitário também será debatido
Outro tema que deve ser debatido pela comissão é o serviço de transporte sanitário do SUS em Belo Horizonte. Esse serviço é destinado a pacientes que precisam realizar consultas, exames ou tratamentos agendados e que não têm condições de se deslocar por meios próprios, seja por limitações de mobilidade ou por condições clínicas específicas. Na capital, o transporte também é utilizado para transferências entre unidades de saúde de diferentes níveis de complexidade.
A discussão deve abordar as condições de trabalho dos profissionais envolvidos, a estrutura disponível e a demanda crescente pelo serviço, que é fundamental para garantir o acesso da população aos atendimentos de saúde.
Participantes
Foram convidados para a audiência o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião; o secretário municipal de Governo, Guilherme Daltro; o secretário municipal de Saúde, Miguel Paulo Duarte Neto; e o procurador-geral do Município, Flávio Freire de Oliveira. Também foram chamados gestores da área da saúde, como representantes da Diretoria de Urgência, da Subsecretaria de Atenção à Saúde, da Gerência do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Transporte em Saúde, além da coordenação do Transporte Sanitário.
O debate contará ainda com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Belo Horizonte e Região (STTR-BH), do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), do Conselho Municipal de Saúde, da Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais, do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sindeess), da empresa Litoral Med, do Consórcio Intermunicipal Aliança para a Saúde (CIAS) e do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG) .
Superintendência de Comunicação Institucional