CMBH recebe proposta para criação de parque linear na Avenida dos Andradas
Protocolada no Legislativo Municipal pela associação Aliança BH Verde, a Sugestão de Proposição 1/2026 propõe a criação de um parque linear entre as Avenidas do Contorno e Silviano Brandão, na Região Leste da capital, abrangendo a pista de caminhada e ciclovia e ambas as margens do Ribeirão Arrudas. Os autores da sugestão, acolhida pela Comissão de Meio Ambiente, Direitos dos Animais e Política Urbana na forma de um projeto de lei, uma indicação e um pedido de informação ao Executivo, preveem o plantio de 1.200 novas mudas, instalação de equipamentos públicos como banheiros, bebedouros e bancos, além de acessos às passarelas do metrô. Na apresentação da demanda, a entidade destaca os benefícios ambientais e urbanísticos para a cidade e a conformidade com o Plano Diretor da capital. Relator no colegiado, Wanderley Porto (PRD) aponta que a iniciativa merece acolhimento por seu relevante interesse ambiental, urbanístico e social, ao contribuir para a ampliação e qualificação dos espaços públicos de lazer, convivência e prática de atividades esportivas, recreativas e culturais. Confira o resultado completo da reunião.
Conexão ambiental
O trecho sugerido para a implantação do equipamento começa na Avenida do Contorno, no início da pista fechada ao trânsito de veículos para a prática de caminhada, corrida e ciclismo, e termina no início do Parque Linear Vale do Arrudas, no bairro São Geraldo, que se estende pela Avenida dos Andradas até o acesso aos bairros Vera Cruz e Alto Vera Cruz, também na Regional Leste. O texto ressalta que a área proposta para o novo parque linear é classificada no Plano Diretor como área de conexão ambiental, com objetivos que “se alinham perfeitamente” com os da proposição.
A Aliança BH Verde alega que o local já é bastante utilizado pela população do entorno para o lazer e a prática de atividades físicas e culturais, mesmo com pouco mobiliário urbano e sem qualquer equipamento de apoio. Além disso, já existe uma minifloresta na área, fruto de um projeto da Prefeitura de Belo Horizonte e do Coletivo Árvore Legal, que vem sendo implementado em parceria pelo poder público e voluntários. Em 2025, mais de 700 novas mudas de árvores nativas foram plantadas e a criação do parque também facilitaria sua manutenção.
“A implantação do Parque Linear Arrudas será um marco simbólico importante para a cidade. Além disso, ela inaugurará um novo olhar dos cidadãos e do poder público para o nosso principal recurso hídrico, o Ribeirão Arrudas, reforçando a percepção da necessidade de sua renaturalização e da melhoria da qualidade de suas águas”, argumenta a entidade.
Localização e custo-benefício
Os autores destacam que a localização é "facilmente acessível" pela proximidade do metrô, linhas de ônibus e ciclovias, e também mencionam a possibilidade de planejar conexões futuras com outras áreas verdes existentes e previstas, favorecendo a criação de um grande corredor ecológico. Eles ressaltam ainda a “ótima relação custo-benefício” do novo parque, por tratar-se de área pública não ocupada, e propõem que a implantação seja precedida de concurso público de arquitetura, urbanismo e paisagismo aberto à população, a fim de compatibilizar tecnicamente as intervenções previstas com critérios de sustentabilidade.
“Iniciativa merece acolhimento”
No parecer sobre a sugestão, Wanderley Porto (PRD) aponta que, sob a perspectiva ambiental, a criação do parque consolida uma área destinada à preservação, recuperação e qualificação das margens do Arrudas. A iniciativa, em seu entendimento, merece acolhimento por seu relevante interesse ambiental, urbanístico e social, ao contribuir para a ampliação e qualificação dos espaços públicos de lazer, convivência e prática de atividades esportivas, recreativas e culturais.
“A integração entre áreas verdes, mobilidade ativa e espaços de convivência constitui instrumento relevante para a promoção do bem-estar da população e para a construção de uma cidade ambientalmente mais equilibrada”, opina o relator.
Para favorecer o acolhimento da demanda e subsidiar sua análise, o parecer apresenta três peças legislativas: um projeto de lei, fixando parâmetros gerais para a implantação; uma indicação ao Executivo, sugerindo a adoção das ações necessárias para a realização de estudos e avaliação da viabilidade técnica, urbanística, ambiental e financeira do projeto; e um requerimento solicitando informações sobre condições, recursos, órgãos envolvidos e demais aspectos de sua eventual execução.
Tramitação
A Sugestão de Proposição 1/2026 chega à Câmara com o apoio de dezenas de entidades ambientalistas, coletivos de plantio, movimentos sociais, associações de ciclistas, brigadistas e cidadãos que já assinaram a petição da entidade. Após o recebimento pela Presidência da Câmara Municipal de Belo Horizonte, a matéria foi enviada à Comissão de Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana.
Com a aprovação do relatório pelo colegiado, as proposições indicadas tramitarão com a assinatura da comissão, seguindo os mesmos ritos aplicáveis às demais.
As sugestões de proposição, de acordo com o Regimento Interno da Câmara, podem ser protocoladas por associação civil, sindicato e órgão de classe, fundação privada, partido político sem representação na Casa ou pelo menos 300 eleitores de Belo Horizonte.
Superintendência de Comunicação Institucional
