Belo Horizonte pode ganhar dois Festivais de Música, sendo um religioso
Os projetos de lei 1539 e 1540, apresentados no início deste mês, pretendem instituir o Festival de Música de Belo Horizonte e o Festival de Música Religiosa, respectivamente. De acordo com o vereador Divino Pereira (PMN), autor das propostas, os eventos beneficiarão os artistas mineiros, incentivando suas carreiras e revertendo o êxodo para o eixo Rio-São Paulo, frequente devido à falta de oportunidades no Estado.

Os projetos de lei 1539 e 1540, apresentados no início deste mês, pretendem instituir o Festival de Música de Belo Horizonte e o Festival de Música Religiosa, respectivamente. De acordo com o vereador Divino Pereira (PMN), autor das propostas, os eventos beneficiarão os artistas mineiros, incentivando suas carreiras e revertendo o êxodo para o eixo Rio-São Paulo, frequente devido à falta de oportunidades no Estado.
“Incentivar a participação de músicos amadores e profissionais é criar um espaço na cidade para difundir a música e promover a acessibilidade cultural”, afirmou Divino Pereira, que pretende com estes festivais resgatar a produção belo-horizontina e contribuir para a difusão da nossa arte.
“O festival proposto pelo vereador é uma janela para os artistas mineiros e dará oportunidades a todos, sem restrições”, acredita o cantor e compositor Sérgio Moreira, 30 anos de carreira independente. Natural de Teófilo Otoni, o músico mora em Belo Horizonte, onde se dedica à profissão.
Para a secretária da Ordem dos Músicos, Vânia Paraíso, “o Festival de Música em Belo Horizonte vai oferecer um espaço importante para os artistas. As casas noturnas estão evitando contratar músicos em decorrência das reclamações de vizinhos, que estão amparados na Lei do Silêncio”.
Os festivais de Música de Belo Horizonte e o de Música Religiosa e o serão realizados nos meses de julho e dezembro, respectivamente, e serão inseridos no Calendário Oficial de Festas e Eventos do Município.
Cenário cultural
Neste momento, o cenário cultural de Belo Horizonte desponta como item relevante da pauta de discussões do poder público municipal. No dia 23 de março, em audiência pública promovida pela Câmara Municipal, artistas e produtores belo-horizontinos cobraram da Prefeitura um maior investimento na área, além de outras reclamações.
Veja a matéria sobre a audiência.
Nesta semana, representantes do Movimento Nova Cena, grupo que exerce a função de porta-voz da classe na capital, entregaram ao secretário municipal de Governo, Josué Valadão, uma carta aberta contendo as principais reivindicações apresentadas na audiência.
Portanto, pode-se constatar que os PLs 1539/11 e 1540/11 vêm ao encontro dos anseios de artistas e promotores culturais belo-horizontinos, principalmente por fomentarem a cena cultural e proporcionarem maiores oportunidades de trabalho e divulgação da produção artística da cidade.
Superintendência de Comunicação Institucional