CULTURA

Audiência debate desafios e oportunidades da Virada Cultural

Capital pode se consolidar como parte do circuito nacional de cultura

quinta-feira, 24 Maio, 2012 - 00:00

Com a presença de artistas plásticos, músicos, atores, produtores culturais e demais representantes do setor artístico, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Transporte e Sistema Viário da Câmara Municipal promoveu nesta quarta-feira (23/5) audiência pública para tratar do evento Virada Cultural. A lei propõe a realização de 24 horas ininterruptas de programação cultural em todas as regionais da capital. Na reunião, foi destacada a importância do evento na definição de novos rumos para a cultura da capital.

A Lei 10.446, que institui a Virada Cultural, é originária do Projeto de Lei 1.746/11, de autoria do vereador Daniel Nepomuceno (PSB), que solicitou a audiência pública. A Virada Cultural deverá ser promovida a cada ano em um final de semana do mês de setembro. Vão integrar o evento apresentações de música, teatro, dança, comédia stand-up, culturas populares, cinema, literatura, circo, ópera, intervenções urbanas e artes visuais. Conforme prevê a lei, as atividades e eventos serão de caráter cultural e marcados pela pluralidade de expressões e gêneros artísticos.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas, Rômulo Duque, a Virada Cultural será uma oportunidade para Belo Horizonte integrar o circuito nacional “das cidades que fazem cultura”.

Para o músico Toninho Horta, o evento representará um estímulo para os artistas iniciantes e uma força para aqueles já reconhecidos pelo público. “Como músico, fico muito honrado em ver isso aqui em BH, ainda mais por meio de uma lei. Com o apoio governamental, a tendência é de o setor crescer ainda mais e termos mais estímulos e auto-estima pela grande arte que a gente faz aqui”, destacou.

Desafios

Durante a audiência, foram debatidas ainda questões que podem dificultar a realização da Virada Cultural, tais como intervenções no trânsito, melhorias no transporte público e o respeito à Lei do Silêncio, considerando que parte das atividades será de madrugada. Além disso, ainda não foram definidos quais espaços serão utilizados e se a Prefeitura vai financiar o evento.

Segundo o vereador Daniel Nepomuceno, a prioridade no momento é garantir que a Virada ocorra de modo sustentável. “Temos que trabalhar primeiro para que o evento aconteça, seja neste ano ou no próximo, seja por meio de leis de incentivo, como a Lei Rouanet, por parceria público-privada ou com recursos da Belotur ou da Fundação Municipal de Cultura”, afirmou.

O parlamentar também elogiou a participação da categoria artística na audiência pública. “Foram 252 pessoas presentes, gente que vive da cultura e que vieram porque estão interessadas”, ressaltou.  

Também participaram da reunião Roberto Tross, da Secretaria Municipal Adjunta de Lazer; José Mauro Gnaspini, Diretor da Virada Cultural da Secretraria Municipal de Cultura de São Paulo; Marco Antônio de Oliveira, representando a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU); Fernando Almeida Júnior, da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes; Wilson Melo Júnior, da Gerência de Eventos e Esportes da PBH, dentre outros convidados.

Superintendência de Comunicação Institucional