HOMENAGEM
Câmara rememora Levante do Gueto de Varsóvia

quarta-feira, 28 Abril, 2010 - 21:00


Maria Lúcia Scarpelli relatou aos presentes o que foi o Levante do Gueto de Varsóvia, ocorrido em 1943 por meio de um grupo de combate organizado contra as forças nazistas, cujos integrantes preferiram morrer heroicamente, lutando, a morrer numa câmara de gás. O movimento foi uma luta de desesperados, motivados pela revolta contra a brutalidade do nazismo.
A vereadora destacou o sofrimento e a resistência à imensa agressão contra as práticas nefastas dos campos de concentração, bem como todas as práticas desumanas perpetradas contra os judeus que foram encerrados no Gueto, destacando que o exemplo dos resistentes simbolizou, para todas as gerações vindouras, um exemplo de coragem, bravura e ideal em nome do respeito à vida humana.
Holocausto
A parlamentar protestou contra aqueles que negam o Holocausto ou minimizam suas consequências, entre eles o bispo católico Richard Wiliamson. No ano de 2009, lembrou a vereadora, a CMBH sediou uma reunião com o objetivo de destacar a omissão da Igreja Católica em relação ao Holocausto. Na avaliação de Scarpelli, negar o Holocausto é repetir esse crime. Por isso, ela propôs que o Levante do Gueto de Varsóvia seja sempre rememorado, para que as atrocidades cometidas pelos nazistas contra os judeus e seus descendentes não volte, jamais, a se repetir.
Durante a reunião, a parlamentar homenageou a todos os soldados que integraram a Força Expedicionária Brasileira (FEB), que iniciou sua luta em 1944, em terras italianas, contra as forças do Eixo. Scarpelli relatou as conquistas e as perdas da FEB que, além de enfrentar os inimigos do Eixo, também enfrentou o inverno rigoroso da Europa e as péssimas condições de sobrevivência nos campos de batalha.
O diretor da Federação Israelita do Estado de Minas Gerais, Marcos Brafman, relatou que aquela reunião era um símbolo de luta diante das maldades praticadas durante a Segunda Guerra Mundial contra a humanidade e, em especial, contra o povo judeu. Marcos Brafman ressaltou que os atos de crueldade só foram possíveis diante da adesão de alguns ao nazismo e da omissão de muitos outros.
Brafman entregou uma placa comemorativa ao capitão Divaldo Medrado, extensiva a todos os veteranos da FEB, onde, entre outras palavras, pode-se ler: “Não deixemos perecer as páginas do heroísmo conquistado pelos soldados da Segunda Guerra Mundial, eles simbolizavam o valor de um povo. Uma homenagem da comunidade judaica mineira aos veteranos da Força Expedicionária Brasileira (FEB) pelos 65 anos da tomada de Monte Castelo na luta contra o Nazi-Fascimo durante a 2ª Guerra Mundial, deixando um grande legado para as futuras gerações”.
Homenageados
Durante a solene, foram homenageados os seguintes veteranos: Divaldo Medrado; Paulo Santana; Geraldo Campos Taitison; Geraldo Gomes dos Reis; Giovani Costa; Hélio do Espírito Santo; Josino Aguiar Filho; Mário Secundino Barbosa e Manuel Jerônimo de campos. Outros veteranos, que não puderam comparecer à reunião especial, também foram homenageados.
Estiveram presentes na reunião a deputada federal Jô Moraes; a esposa do prefeito de Belo Horizonte, Regina Lacerda; o deputado estadual Carlim Moura; o 2º vice-presidente da Federação Israelita do Estado de Minas Gerais, Eduardo Kuperman; o Cônsul da Polônia, Sérgio Pitchon; o capitão Divaldo Medrado, representante da Força Expedicionária Brasileira, Marcos Movetzsohn Coelho; o rabino da Congregação Israelita Mineiro, Leonardo Alanati; o rabino da Congregação Israelita Mineira, Nissim Katri; o 1º vice-presidente da Federação Israelita do Estado de Minas Gerais, Márcio Kac; e o presidente da Hillel- Rio, Georg Lipsztein.
Informações na Superintendência de Comunicação Institucional (3555-1105/1445).