Planejamento estratégico das cidades é tema de congresso na capital
{mosimage}Estimular a maneira estratégica de pensar a criação e a gestão dos projetos urbanos é o desafio do 18º Congresso do Centro Iberoamericano de Desenvolvimento Estratégico Urbano (Cideu), realizado em BH entre os dias 28 e 30 de julho.

{mosimage}Estimular a maneira estratégica de pensar a criação e a gestão dos projetos urbanos é o desafio do 18º Congresso do Centro Iberoamericano de Desenvolvimento Estratégico Urbano (Cideu), realizado em BH entre os dias 28 e 30 de julho. Representantes de 14 países discutem como aprimorar o desenvolvimento sustentável das cidades. No Legislativo Municipal, as políticas urbanas estão entre os temas que dominam o debate.
O Cideu é uma associação de cidades criada em Barcelona, em 1993, com a proposta de compartilhar experiências de planejamento estratégico urbano. Atualmente, fazem parte da rede mais de 120 cidades da América Latina, da Espanha e de Portugal. Belo Horizonte aderiu ao Cideu em 1996 e desde então vem participando das atividades.
A realização do congresso na cidade tem como objetivo a consolidação de BH como referência em boas práticas públicas e a melhoria do ambiente local para o desenvolvimento de negócios, além da promoção da capital mineira como destino turístico.
Dentre as agendas do evento, estão previstos seminários técnicos, com a discussão de temas como inovação na planificação e gestão das cidades; canais e agentes promotores da criatividade; e ambientes empreendedores.
Os congressistas também vão visitar o Programa Vila Viva, no Aglomerado da Serra, maior programa de urbanização de vilas e aglomerados do país, e conhecer o Orçamento Participativo (OP), que permite à população eleger e acompanhar obras prioritárias.
Conquistas
Planejada para ser a capital do Estado há 112 anos, Belo Horizonte passou por transformações e tornou-se a terceira capital do país, com crescentes demandas urbana e social. Durante décadas, a cidade foi ocupada de forma desordenada e passou a enfrentar os problemas comuns às grandes metrópoles.
Há poucos dias, a cidade ganhou novas regras para conter o adensamento populacional e direcionar o crescimento para outras regiões. Depois de tramitar por seis meses na Câmara Municipal e receber quase 500 emendas, o novo Plano Diretor e a nova Lei de Uso e Ocupação do Solo entraram em vigor dia 21 de julho.
Belo Horizonte também tem um novo Código de Posturas, aprovado pelo Legislativo em fevereiro. Mudanças no uso de outdoors, bancas de jornais e revistas, carro de som e a colocação de mesas e cadeiras nos passeios vão ajudar a “reformar” o visual da cidade.
Desafios
Para a vereadora Neusinha Santos (PT), a cidade tem avançado muito no planejamento estratégico, mas o principal desafio de Belo Horizonte é o desenvolvimento econômico, com a impulsão de atividades produtivas e da infraestrutura urbana.
“Grande parcela da população não tem saneamento básico e vive em assentamentos precários e irregulares. Também é preciso renovar a ocupação do território, discutindo melhor como deve ser o desenvolvimento do vetor norte, por exemplo”.
A vereadora citou o exemplo da cidade de Barcelona, que se transformou através de um planejamento urbano moderno. Para Neusinha, a troca de experiências proporcionada pelo congresso ajuda a enfrentar problemas que ultrapassam fronteiras, como transporte coletivo, crescimento urbano e segurança.
“Há alguns anos, Belo Horizonte não tinha expressão no cenário nacional e até fora do país. Hoje, estamos no centro, temos influência”, destaca o vereador Leonardo Mattos (PV) ao reconhecer a importância que a cidade vem ganhando. Contudo, o parlamentar ressalta que é preciso mudar a mentalidade dos agentes políticos acerca de questões ambientais.
Mattos aponta a falta de comprometimento com a sustentabilidade ambiental. “A lógica do empreendedorismo ainda é a lógica da motossera. Mas o desenvolvimento econômico não pode ser pago pela degradação ambiental”, completa.
Responsável pela Informação: Superintendência de Comunicação Institucional.