ODILON BEHRENS

Hospital registra melhoria no atendimento e na disponibilidade de insumos

Em visita técnica da Comissão de Saúde, diretoria informou ainda a quitação de débitos contraídos em anos anteriores

quarta-feira, 21 Março, 2018 - 19:15
Foto: Rafa Aguiar / CMBH

Com o objetivo de fiscalizar e avaliar a qualidade dos serviços prestados aos pacientes, a Comissão de Saúde e Saneamento realizou, nesta quarta-feira (21/3), visita técnica ao Hospital Metropolitano Odilon Behrens e à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do hospital. Com as contas no azul, o superintendente da unidade hospitalar, Danilo Borges Matias, explicou que todos os débitos com fornecedores foram pagos pela Prefeitura, salientando que o atendimento prestado está “em franco processo de melhoria”, inclusive na UPA, que reduziu nos últimos dois meses o tempo médio de espera dos pacientes. Requerida pelo vereador Claudio da Drogaria Duarte (PMN), a visita técnica também tratou da estrutura física da unidade e dos procedimentos adotados para pacientes que necessitam de isolamento.

A dívida do hospital advinda de exercícios anteriores a 2017 foi quitada pela Prefeitura no fim do ano passado e, hoje, a unidade está em dia com todos os fornecedores. A informação foi dada pelo superintendente da unidade, Danilo Borges Matias, que explicou, ainda, que não há mais déficit de fornecimento de medicamentos e insumos no hospital por conta de falta de recursos financeiros. Apesar do equilíbrio financeiro recém-adquirido, ele salientou que o governo estadual deve cerca de R$12 milhões ao hospital, valor referente a repasses que já deveriam ter sido realizados no ano passado e no início deste ano, mas que ainda não ocorreram. De acordo com Danilo Borges Matias, o custeio mensal de toda a estrutura a cargo do Odilon Behrens, que é 100% SUS, fica em cerca de R$ 26,5 milhões por mês.

Pacientes em isolamento

O vereador Claudio da Drogaria Duarte (PMN) questionou a direção do hospital a respeito dos procedimentos adotados quando há a necessidade de que um paciente seja isolado com o objetivo de se prevenir a transmissão de microrganismos, tais como as bactérias multirresistentes, que são aquelas pouco suscetíveis a tratamentos com antibióticos. Os indivíduos sob risco de aquisição de infecção por agentes multirresistentes são principalmente os hospitalizados submetidos a inúmeros procedimentos invasivos, ou os que permanecem por longos períodos em unidades de terapia intensiva.

A diretoria do hospital explicou que todos os hospitais convivem com questões relativas à infecção hospitalar e salientou que quando há enfermos com bactérias multirresistentes, o isolamento é adotado, de acordo com as normas vigentes, a fim de garantir proteção tanto a pacientes, quanto a profissionais de saúde. O isolamento, no entanto, não significa, de acordo com um dos diretores do hospital, o médico Cleinis de Alvarenga Mafra Júnior, que o doente não possa compartilhar o mesmo ambiente que outro paciente infectado com o mesmo tipo de bactéria. Ao contrário, ele explicou que tal prática é adotada de modo a que se aproveite da melhor forma o recurso público. Outra componente da diretoria do hospital, Ana Augusta Pires, informou, ainda, que a unidade conta com uma equipe de controle de infecção que faz o controle diário dos pacientes.

Estrutura física

O Odilon Behrens conta com mais de 500 leitos e é responsável por atendimentos no Bairro São Cristóvão, por leitos no Hospital Nossa Senhora Aparecida, pela UPA Noroeste e pelo Núcleo de Cirurgia Ambulatorial localizado no Bairro Sagrada Família. Atualmente, ocorrem no Odilon Behrens cerca de 20 mil atendimentos por mês, todos eles por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para garantir um melhor uso de seu espaço, o Hospital Odilon Behrens removeu uma parede de tijolos de vidro, que estava instalada em uma de suas salas e reduzia o espaço para atendimento de pacientes, impedindo o adequado monitoramento dos enfermos pela equipe de saúde, uma vez que funcionava como uma barreira visual.

Houve reclamações de usuários de que as intervenções para a retirada da parede aconteceram com o hospital em pleno funcionamento e durante o período de atendimento. A diretora Ana Augusta explicou que, como o hospital sempre tem demanda e não seria viável fechar dezessete leitos próximos ao local onde estava instalada a parede de vidros para a execução da intervenção, a solução foi realizá-la com o espaço aberto para atendimentos, mas preservando-se as condições necessárias para o tratamento dos usuários.

O vereador Claudio da Drogaria Duarte questionou a direção do hospital quanto à presença de alguns pacientes em macas nos corredores da unidade. O parlamentar foi informado que como o hospital não fecha as portas para indivíduos que necessitem de atendimento e que, algumas vezes, os usuários precisam ficar nos corredores até que haja vagas nas salas. A solução, segundo a direção do hospital, seria a criação de leitos de retaguarda, de modo a que pacientes não precisem aguardar nos corredores a liberação de vagas. A direção do hospital informou que trabalha para diminuir o número de pacientes nos corredores.

UPA Odilon Behrens

Há dois meses foi implantada na UPA Odilon Behrens um novo sistema de atendimento chamado "via rápida", que fez com que se reduzisse o tempo de espera por tratamento. O sistema se baseia na separação de fluxos de atendimento de menor risco e que, portanto, exigem menos recursos, daqueles de maior risco. Com isso, foi possível reduzir para 2 horas a mediana do tempo que pacientes de menor risco, classificados como verdes, esperam para serem atendidos. O Modelo de Manchester, que está sendo seguido, classifica os pacientes de acordo com cinco prioridades, que vão da vermelha, quando o indivíduo deve ser atendido imediatamente, ao azul, quando não há urgência e o paciente pode aguarda até 240 minutos para ser atendido. Hoje, o Protocolo de Manchester, que recebe este nome por ter sido aplicado pela primeira vez na cidade de Manchester, em 1997, é utilizado em diversos países da Europa.

Além disso, foi implantado na UPA um visor que informa aos pacientes o tempo que falta para serem atendidos, de acordo com a classificação de riscos. O objetivo é assegurar transparência no compartilhamento de informações com usuários, mantendo-os informado quanto aos horários.

O vereador Claudio da Drogaria Duarte informou que um relatório com as informações averiguadas durante a visita será encaminhado à secretaria municipal de Saúde. O parlamentar disse estar satisfeito com as respostas da direção do hospital aos questionamentos realizados, inclusive no que tange à questão do isolamento dos pacientes. Ele também avaliou como positiva a mudança no fluxo de atendimento adotada na UPA e espera vê-la adotada em outras Unidades de Pronto Atendimento.

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