Iluminação especial na Câmara de BH reforça campanha contra o câncer infantil
Ação busca conscientizar sobre importância da detecção precoce e tratamento adequado, que aumentam as chances de cura
Foto: Cláudio Rabelo/CMBH
Em apoio ao Setembro Dourado, campanha nacional de conscientização sobre o câncer infantojuvenil, a fachada da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) será iluminada com a cor dourada entre os dias 28 e 30 deste mês. O câncer infantojuvenil é a principal causa de morte nessa população e, por isso, a campanha global promove a divulgação de informações sobre os tipos de câncer que mais acometem crianças e adolescentes, fatores de risco e sinais de alerta. O pedido de iluminação da fachada da CMBH foi feito pela vereadora Fernanda Pereira Altoé (Novo), considerando que maior conhecimento e atenção sobre as diferentes manifestações da doença no corpo e no comportamento da criança favorecem a detecção precoce, ampliando as possibilidades de tratamento e cura.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), as neoplasias em crianças e adolescentes correspondem a cerca de 3% de todos os casos de câncer diagnosticados no Brasil. Ainda assim, apesar dos avanços da medicina no diagnóstico e tratamento das diversas formas da doença, o câncer é hoje a primeira causa de óbitos não violentos entre brasileiros de 0 a 19 anos, superando todas as outras patologias. De 2023 a 2025, foram diagnosticados cerca de 4.300 novos casos em meninos e 3.700 em meninas a cada ano, totalizando aproximadamente 8.000. Felizmente, as estatísticas mostram que, quando descoberto no início e tratado adequadamente, as chances de cura podem chegar a até 80%.
A necessidade de conscientizar a maior parcela possível da população sobre a doença motivou a criação da campanha Setembro Dourado, de alcance internacional, em que a cor dourada representa a força, a resiliência e a preciosidade da vida dos pacientes. Ao longo do mês, hospitais, instituições de pesquisa, entes públicos e privados e organizações da sociedade civil promovem a divulgação de informações sobre os diferentes tipos, sinais de alerta, sintomas, exames diagnósticos e tratamentos do câncer infanto-juvenil.
Contribuição da CMBH
Autora da solicitação, a 1ª vice-presidente da Câmara, Fernanda Pereira Altoé (Novo), explica que a iluminação temática busca contribuir para a divulgação da campanha e reforçar a importância da conscientização da população, considerando que o maior conhecimento e atenção sobre as manifestações das diferentes formas da doença no corpo e no comportamento da criança favorecem a detecção precoce, fundamental para ampliar as possibilidades de tratamento e cura.
“A iluminação da sede desta Casa Legislativa representa um gesto simbólico de apoio às crianças, adolescentes e suas famílias que enfrentam a doença, além de contribuir para dar visibilidade a uma causa de grande relevância para a saúde pública”, afirma a vereadora.
Sinais de alerta
Reconhecer os sinais do câncer infantojuvenil é fundamental para o diagnóstico precoce. Os sintomas podem variar dependendo do tipo e localização do tumor. Dessa forma, é importante estar atento a sinais como palidez e febre inexplicável; dores de cabeça frequentes acompanhadas de náuseas e vômito; dores persistentes em membros ou ossos; inchaços, caroços, sangramentos ou manchas roxas sem causa aparente; tontura, alterações da visão e da coordenação motora; e perda repentina de peso ou apetite.
Muitas vezes subestimados ou confundidos com doenças comuns ou machucados, esses sintomas, quando persistentes e sem causa aparente, podem indicar o acometimento de órgãos e estruturas por alguma condição maligna. Até mesmo alterações de comportamento, no desempenho escolar e na disposição para as brincadeiras e atividades de rotina devem acender o sinal de alerta. Embora na maioria das vezes o diagnóstico de câncer não se confirme, é prudente procurar um médico e realizar os exames indicados para descartar a possibilidade.
Prevenção
O câncer infantojuvenil não pode ser prevenido da mesma forma que o dos adultos, pois não está associado a hábitos ou fatores ambientais evitáveis, como o fumo e o álcool. Quase sempre eles decorrem de alterações genéticas nas células durante o desenvolvimento fetal ou na infância, sem relação com o estilo de vida. Em casos raros de hereditariedade ou predisposição, os oncologistas podem indicar uma cirurgia preventiva ou a retirada do órgão antes do aparecimento da doença.
Pais e cuidadores, no entanto, têm um papel importante na promoção da saúde dos filhos a longo prazo, diminuindo o risco de doenças crônicas e de câncer no futuro. Para isso, a adoção de hábitos saudáveis, como se alimentar corretamente, praticar esportes, evitar o excesso de exposição ao sol, não beber e não fumar servem de exemplo e proporcionam um ambiente mais livre de substâncias tóxicas, favorecendo o bem estar e a qualidade de vida das crianças e adolescentes.
Superintendência de Comunicação Institucional


