Câmara de BH terá fachada iluminada de roxo no Dia Mundial da Epilepsia
Ação nesta quinta (26/3) reforça importância do diagnóstico e combate ao preconceito
Foto: Claudio Rabelo/ CMBH
O Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia, também conhecido como "Purple Day", é comemorado em 26 de março a fim de conscientizar a população, reduzir o preconceito e desmistificar a doença. A Câmara Municipal de Belo Horizonte vai aderir à campanha e terá sua fachada iluminada de roxo nesta data. O pedido foi feito pela vereadora Dra. Michelly Siqueira (PRD). De acordo com a parlamentar, a iluminação da CMBH nessa cor representa “um gesto simbólico de grande relevância, contribuindo para dar visibilidade à causa, sensibilizar a sociedade e reforçar a importância do diagnóstico adequado, do tratamento e do acolhimento às pessoas com epilepsia e suas famílias”.
Diagnóstico, tratamento e qualidade de vida
A epilepsia é uma condição neurológica crônica, caracterizada por crises recorrentes causadas por alterações na atividade elétrica do cérebro. As crises epilépticas podem se manifestar de diferentes formas, como convulsões, perda de consciência, movimentos involuntários ou alterações sensoriais e comportamentais. Fatores genéticos, lesões cerebrais, infecções ou condições de nascimento são algumas das causas da doença.
Segundo o Ministério da Saúde, a epilepsia tem tratamento e, em muitos casos, pode ser controlada com o uso regular de medicamentos. Estima-se que até 70% das pessoas com a condição poderiam viver sem crises com o tratamento adequado. Além do acompanhamento médico, o acesso à informação é fundamental para reduzir o estigma e garantir que pessoas com epilepsia tenham qualidade de vida, inclusão social e respeito aos seus direitos.
“A iniciativa busca combater o preconceito, ampliar o acesso à informação e promover a inclusão e o respeito às pessoas que convivem com a epilepsia”, afirma Dra. Michelly Siqueira.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50 milhões de pessoas vivem com epilepsia no mundo, sendo uma das doenças neurológicas mais comuns. No Brasil, a OMS aponta que cerca de 2% da população brasileira (aproximadamente 4 milhões de pessoas) convivem com a doença. Outras estimativas nacionais apontam que entre 2,5 milhões e 3 milhões de brasileiros têm epilepsia.
Prevenção
Algumas causas de epilepsia, como a anóxia neonatal (falta de oxigênio no cérebro durante o parto) e as doenças cerebrovasculares, podem ser prevenidas. O acompanhamento pré-natal adequado e uma boa assistência ao parto colaboram para reduzir o número de casos de epilepsia relacionados aos problemas do parto.
Da mesma forma, o controle apropriado dos fatores de risco para doenças cerebrovasculares, como a hipertensão arterial e o diabetes, levam a uma redução no número de acidentes vasculares cerebrais e, portanto, dos casos de epilepsia decorrentes dessa enfermidade.
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