Dia Mundial da Arte

Oficina de desenho com professor da Escola Guignard atrai público à CMBH

Participantes aprendem e aplicam técnicas criativas com lápis de cor. Atividade é fruto de acordo de cooperação entre instituições

quarta-feira, 15 Abril, 2026 - 18:45
participantes de oficina de desenho na Câmara de bh

Foto: Claudio Rabelo/CMBH

No Dia Mundial da Arte, celebrado nesta quarta-feira (15/4), a Câmara de BH promoveu a oficina “Desenho em Escuta: cor, gesto e poesia”, por meio do programa Câmara Cultural e em parceria com a Escola Guignard, da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Preenchendo todas as vagas, a oficina contou com a participação de 15 "alunos", entre servidores da Casa e público externo. Apresentado pelo servidor Rubens Fonseca e por Adriano Célio Gomide, professor do curso de doutorado em Artes Plásticas, o desenhista e também docente da instituição Carlos Henrique Cordeiro introduziu conceitos e técnicas de desenho com lápis de cor, e conduziu uma atividade prática, inspirada em poema de Amílcar de Castro. Aberta a interessados em desenho e processos criativos, sem necessidade de conhecimentos prévios, a oficina promete ser a primeira de uma série, proporcionando a experiência a artistas e leigos.

Na abertura da atividade, Adriano Gomide comentou o sucesso da parceria da Escola Guignard com a Câmara Municipal, firmada em 2023, mencionando atividades anteriores, como a exposição de obras de Yara Tupinambá. O docente celebrou a passagem do Dia Mundial da Arte e os 80 anos da Guignard, completados em 2024.

Técnica, percepção e imaginação

Carlos Henrique Cordeiro, formado na Guignard e hoje docente da instituição, relatou um pouco de sua trajetória como desenhista, iniciada em 2001, e ressaltou a descoberta dos encantos e possibilidades do lápis de cor, que abriu novos horizontes e marcou sua prática. O professor exibiu desenhos de sua autoria, retratando a vegetação e estruturas como a ponte de madeira e o coreto do Parque Municipal. As obras foram exibidas para exemplificar o efeito obtido com técnicas de graduação e mistura de cores e tons, que criam a “atmosfera” e inspiram sensações em quem o desenha e em quem o contempla.

O artista discorreu um pouco sobre diferentes marcas e tipos de lápis de cor, importadas, mais caras e mais acessíveis; mas salientou que a qualidade do material, embora interfira, não é o fator principal para a qualidade do resultado. “Já vi trabalhos maravilhosos feitos com lápis de cor comum e papel barato”, afirmou. O conhecimento técnico sobre as cores, da mesma forma, contribui para a escolha, combinação e mistura adequada; porém, segundo o artista, a falta dele não é necessariamente negativa, já que o trabalho puramente intuitivo permite criar e “sair do óbvio”.

O professor explicou e demonstrou técnicas que produzem diferentes efeitos e criam diferentes percepções sobre a imagem retratada e seus elementos, como variação de pressão do traço, repetição e sobreposição de cores, construção de camadas cromáticas, criando áreas de luz e de sombra, percepção e criação de texturas utilizando apenas lápis de cor.

Sentir e expressar

Dando início à atividade prática, Carlos Henqieu Cordeiro distribuiu cópias e leu em voz alta um poema de Amílcar de Castro, ex-aluno de Guignard. Em seguida, distribuiu folhas de papel em branco e, ao orientar a produção do desenho, destacou que o objetivo não era o de ilustrar o poema, retratando as palavras em imagens, mas “tentar traduzir as sensações, imagens ou atmosferas despertadas pela poesia, com liberdade e imaginação”. Ao longo da atividade, tirou dúvidas e deu dicas aos desenhistas. Ao final, os participantes compartilharam e trocaram impressões sobre os desenhos produzidos. 

Iniciativa é elogiada

Carlos Cordeiro agradeceu o convite e declarou satisfação com o resultado positivo da oficina. “Sempre achei muito bom ter oportunidade de sair da universidade, mostrar o que a gente faz lá dentro e ensinar para mais pessoas as possibilidades técnicas de uso do lápis de cor”, afirmou. Adriano Gomide anunciou a intenção de promover novas oficinas no âmbito da parceria com a Câmara, renovada recentemente.  

Artista plástica há mais de 20 anos, com obras expostas no Brasil e no exterior, Helena Arantes, de 74 anos, elogiou a iniciativa e a parceria da Câmara com a Guignard, onde cursa atualmente o 7º período. A artista considerou a experiência “interessante e construtiva” e espera participar de outras atividades promovidas na Casa.  

Clara Garcia, de 26 anos, disse que pretende explorar outras linguagens ao longo de sua formação, mas o foco é na área do desenho, na qual pretende se habilitar. A estudante gostou muito de conhecer a Câmara e elogiou a organização do evento, do qual quase ficou de fora. “Somente ontem a vaga surgiu”, comemorou. Ela também elogiou o ministrante da oficina e disse que o conteúdo lhe deu a oportunidade de retomar conceitos e técnicas.

Câmara Cultural

Criado em 2023 por deliberação da Mesa Diretora da CMBH, o Câmara Cultural tem como objetivo promover a arte, a cultura e a história de Belo Horizonte e de Minas Gerais, além de aproximar a população do Legislativo municipal. A iniciativa prevê a realização de ações de promoção, formação, difusão e circulação cultural, com foco no fortalecimento das diversas expressões e manifestações artísticas e na valorização da cultura local.

Superintendência de Comunicação Institucional

Tópicos: