TRANSPORTE
Transporte suplementar quer apoio dos parlamentares

terça-feira, 25 Março, 2008 - 21:00


De acordo com os sindicatos do setor, as 46 linhas do transporte coletivo intermunicipal estão se sobrepondo às do sistema de transporte público suplementar de passageiros, o que pode significar o fim do serviço na capital.
Atualmente, existem 300 ônibus em 26 linhas suplementares de Belo Horizonte. Os permissionários disseram que se em 15 dias o problema não for resolvido, eles poderão voltar ao trabalho clandestino como “perueiros”.
Estavam presentes na reunião representantes da Cooperativa dos Permissionários e Trabalhadores em Transporte Suplementar de Belo Horizonte (Coopervans), a Associação do Suplementar e o Sindicato dos Permissionários do Transporte Suplementar (Sindpautas).
Temor
“Estamos no mercado há seis anos, tivemos gastos e acreditamos que hoje prestamos um serviço necessário à população. Mas com a implantação das linhas do DER corremos o risco de deixar de existir”, disse o presidente do Sindpautas, José Maurício.
Das 46 linhas previstas pelo DER, 15 já estão em operação e 8 fazem o mesmo itinerário do transporte suplementar. “Queremos apenas continuar trabalhando e discutir a utilidade de novas linhas. Nossa preocupação é com as pessoas que estão sem transporte”, acrescentou José Maurício.
Segundo o vereador Totó Teixeira, este é um debate importante para a cidade. “Esta Casa está comprometida com os profissionais do transporte suplementar e com o serviço prestado à cidade. Chamamos para nós a responsabilidade nessa discussão e queremos debater com o DER a implantação de novas linhas para evitar um impacto desnecessário no trânsito da cidade e prejuízos para usuários e permissionários”, disse o parlamentar.
Gestão compartilhada
O secretário-adjunto de governo, Ricardo Pires, defendeu uma gestão compartilhada. “A discussão é importante para que se possa chegar a uma decisão comum que beneficie a população e os municípios vizinhos”, afirmou.
No final da reunião, o vereador Preto disse que irá pedir uma audiência com o governador do Estado, Aécio Neves (PSDB). Ricardo Pires também irá tentar uma solução para o impasse com o prefeito Fernando Pimentel (PT).
“Caso contrário, nós mesmos vamos cuidar da fiscalização, formando um grupo de trabalho com vereadores e permissionários. Além disso, vamos analisar os meios de mover ações judiciais para suspender a implantação das novas linhas,” disse o vereador.
Também participaram da reunião os representantes da Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) e do Metrô de Belo Horizonte.
Informações nos gabinetes dos vereadores: Totó Teixeira (3555-1101) e Wagner Messias ‘Preto’ (3555-1176/1177).