AUDIÊNCIA PÚBLICA

Despejo da ocupação Kasa Invisível, no Lourdes, em pauta na terça-feira (8)

Imóvel está ocupado por coletivo desde 2013 e, no final de agosto, integrantes receberam decisão da Justiça para deixar o local

sexta-feira, 4 Setembro, 2026 - 09:45
ocupação no centro de bh

Foto: Google Maps

Os desdobramentos da ordem de despejo e a situação dos moradores, integrantes e do acervo sociocultural da Ocupação Kasa Invisível serão discutidos em audiência pública na terça-feira (8/9), às 10h. O coletivo foi criado em 2013 a partir da ocupação de um casarão situado no bairro Lourdes, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Solicitado por Juhlia Santos (Psol), o encontro acontece pela Comissão de Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor e deve debater também as políticas municipais de mediação de conflitos fundiários urbanos e a preservação do patrimônio histórico-cultural ocupado. A reunião ocorrerá no Plenário Helvécio Arantes e os interessados podem acompanhar presencialmente ou de forma remota, pelo portal ou canal da CMBH no YouTube. 

O coletivo

Segundo informações no site da organização, o Coletivo Kasa Invisível foi criado em março de 2013, quando um grupo de “trabalhadores, estudantes e desempregados” decidiu ocupar um casarão que, conforme afirmam, estava abandonado há mais de 20 anos. Construída em 1938, a edificação é composta por três imóveis localizados na esquina da Avenida Bias Fortes com Guajajaras, no bairro Lourdes.

O espaço foi reformado para servir de moradia e também funciona como centro cultural, promovendo feiras, oficinas, palestras, apresentações artísticas, entre outros. As atividades realizadas são abertas à comunidade e gratuitas. Ainda de acordo com a organização, o local conta também com uma biblioteca, oficina de serigrafia e um bar autogerido.

Ordem de despejo

No dia 21 de agosto, integrantes do coletivo receberam uma ordem de despejo, a partir de uma ação de reintegração de posse. O processo tramita desde 2018 e é movido pelos herdeiros do antigo proprietário do casarão. Segundo informações da imprensa, a ação se refere somente a uma das construções, que corresponde à fachada do imóvel. No entanto, o acesso às outras partes é feito por entrada única, logo, a decisão impediria por completo a circulação dos moradores no local.

Convidados

Para a discussão, foram convidados moradores da ocupação, representantes da Defensoria Pública e do Ministério Público de Minas Gerais e lideranças de outros movimentos sociais. Do Executivo, devem estar presentes representantes da Secretaria Municipal de Cultura e da Diretoria de Patrimônio Cultural.

Superintendência de Comunicação Institucional