PBH é cobrada por presença de assistentes sociais nas UPAs em período noturno
Pedido de informação ressalta necessidade de acolhimento a pessoas em vulnerabilidade social que procuram atendimento
Foto: Karoline Barreto/CMBH
A Comissão de Saúde e Saneamento aprovou, na tarde desta quarta-feira (26/08), o envio de um pedido de informação ao Executivo questionando a ausência de assistentes sociais nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais da cidade no período noturno. De acordo com Juhlia Santos (Psol), autora do documento, a falta desses profissionais deixa pessoas em situação de vulnerabilidade extrema desassistidas e sobrecarrega as outras equipes de saúde com demandas que extrapolam suas atribuições. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) tem agora o prazo de 30 dias para responder o pedido. Confira o resultado completo da reunião do colegiado.
Pacientes em situação de vulnerabilidade
De acordo com a vereadora, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e trabalhadores da rede municipal procuraram seu gabinete para relatar dificuldades no acolhimento e suporte social nas instalações de saúde durante a noite. Os assistentes sociais são os responsáveis por compreender contextos sociais que interferem na saúde de pacientes em vulnerabilidade social e agir com orientações sobre direitos, encaminhamento a programas e benefícios governamentais, articulação com outros serviços públicos e mediação entre equipe médica, paciente e família.
“O suporte do Serviço Social nas unidades de urgência e emergência é pilar indispensável para assegurar a integralidade do cuidado, a dignidade dos pacientes e a humanização do atendimento em momentos críticos, tais como casos de violência doméstica e interpessoal, abandono de incapaz, atenção à população em situação de rua, óbitos e mediação familiar”, ressalta Juhlia Santos.
Plantões noturnos
No pedido de informação, a comissão pede ao prefeito Álvaro Damião e à Secretaria Municipal de Saúde que sejam enviados à Câmara Municipal de Belo Horizonte dados sobre o quantitativo atual de assistentes sociais lotados nas UPAs e hospitais da rede pública, juntamente com o regime e escala de horário desses profissionais em cada unidade. O requerimento também solicita o protocolo para atendimento de demandas de serviço social no período noturno, perguntando se existem equipes presenciais em regime de plantão ou se fazem atendimento por sobreaviso ou por acionamento remoto.
O colegiado ainda pergunta se a secretaria possui registros sobre ocorrências de vulnerabilidade social registradas no período noturno sem cobertura presencial do serviço social e solicita histórico de encaminhamentos represados para o turno matutino em razão da ausência desses profissionais à noite. Por fim, consulta se há estudo em andamento para a ampliação do quadro ou implementação de plantões noturnos presenciais de 24 horas para o serviço social na rede de urgência do município.
Superintendência de Comunicação Institucional



