Plenário

Exame toxicológico obrigatório para agentes públicos é aprovado em 1º turno

Também em primeira votação, foi aprovado PL que amplia transparência na contratação de terceirizados pela administração pública

quarta-feira, 8 Abril, 2026 - 17:45
Vereadores no Plenário Amintas de Barros

Foto: Cristina Medeiros/CMBH

O Plenário da Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou em 1º turno na tarde desta quarta-feira (8/4) o Projeto de Lei (PL) 251/2025, que torna obrigatória para agentes públicos municipais a realização de exame toxicológico na avaliação médica de aptidão para o trabalho. Segundo os autores da proposta, Pablo Almeida e Uner Augusto, ambos do Partido Liberal, “o uso indevido de substâncias psicoativas pode comprometer a capacidade de julgamento, o desempenho profissional e, em casos específicos, colocar em risco a integridade de terceiros, especialmente em funções sensíveis ou de atendimento direto à população”. Também em primeira votação, foram aprovados o PL 305/2025, de Luiza Dulci (PT), que busca ampliar a transparência na contratação de terceirizados pela administração pública; e o PL 621/2025, de autoria do Executivo, que altera a classificação viária de uma rua do bairro Ouro Preto, na região da Pampulha. Confira aqui o resultado completo da reunião.
 
Exame toxicológico
 
De acordo com o texto do PL 251/2025, o exame toxicológico será exigível para agentes públicos que, sob regime permanente ou temporário, atuem nas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) e Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis); em creches e abrigos; nos conselhos tutelares; e no Conselho Municipal de Juventude (Comjuve). Também poderá ser exigido dos servidores públicos de provimento efetivo pelo Executivo municipal a partir da aprovação em concurso, e de empregados públicos “a partir de exigências previstas na CLT”. Fica assegurado aos trabalhadores o direito à contraprova e à confidencialidade dos resultados.  
 
Ao defender a aprovação da proposta, Pablo Almeida leu algumas manchetes publicadas em veículos de imprensa nacionais, como “Professor é preso por suspeita de tráfico de drogas”, “Biólogo é preso suspeito de ensinar a cultivar skank e produzir haxixe” e “Conselheiro tutelar é preso por chamar adolescente para fumar baseado”. O parlamentar fez questão de ressaltar que não estava generalizando. “Mas é para mostrar que essas coisas acontecem”, disse. 
 
“Quando deixamos nossas crianças na Emei ou na Emef, estamos deixando ali nossos bens mais preciosos. Alguém sob efeito de substâncias ilícitas não tem reflexo, não tem paciência e não tem juízo para lidar com a inocência dos nossos filhos”, afirmou Pablo Almeida.
 
O PL foi aprovado por 28 votos a 9. Como recebeu emendas, a matéria volta para análise nas Comissões de Legislação e Justiça; Administração Pública e Segurança Pública; Saúde e Saneamento; e Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor antes da votação em 2º turno. Para ser aprovada de forma definitiva – e seguir para sanção ou veto do Executivo –, precisará do aval da maioria dos vereadores da Casa (21).  
 
Transparência para terceirizados
 
Ampliar a transparência sobre a contratação de trabalhadores terceirizados pela administração pública é o objetivo do PL 305/2025. Assinado por Luiza Dulci, o projeto estipula a publicação mensal, nos sites oficiais, da lista de empregados contratados por empresas prestadoras de serviços. Para a vereadora, o avanço da terceirização no setor público exige maior controle social, destacando que os dados atualmente disponíveis são divulgados com baixa frequência, de forma incompleta e sem padronização, o que dificulta o acompanhamento pela sociedade e pelos próprios trabalhadores.
 
“O que está em jogo não é uma questão técnica de divulgação, mas uma escolha política de reconhecer e valorizar os trabalhadores terceirizados do município”, disse Luiza Dulci. 
 
A parlamentar destaca que a ideia é não apenas garantir mais acesso à informação, mas fortalecer a fiscalização e subsidiar políticas públicas voltadas à valorização desses profissionais. Aprovado com 36 votos “sim”, o PL volta às Comissões de Legislação e Justiça; Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor; Administração Pública e Segurança Pública; e Orçamento e Finanças Públicas para análise de emendas. Para aprovação definitiva, precisa do voto favorável de 21 vereadores. 
 
Reclassificação viária
 
Encaminhado pelo prefeito Álvaro Damião, o PL 621/2025 propõe alterar a classificação viária de um trecho da Rua Valdiano Martins Inácio, no bairro Ouro Preto, na Regional Pampulha. A proposta reclassifica a via de “local” para “coletora primária”. Segundo o Executivo, a medida leva em conta que a classificação atual não corresponde à realidade da circulação local, já que a rua conecta vias de maior fluxo, recebendo tráfego delas. 
 
O líder de governo, Bruno Miranda (PDT), salientou que a adequação leva em conta “o crescimento orgânico da cidade” e segue as diretrizes do Plano Diretor. Também ressaltou que a alteração recebeu parecer favorável do Conselho Municipal de Política Urbana (Compur). A medida foi aprovada com 38 votos favoráveis e, como não recebeu emendas, já pode ser anunciada para a apreciação definitiva, quando precisará do aval de dois terços dos parlamentares da Casa (28). 
 
Novo plano de carreira
 
O Plenário aprovou em 2º turno o PL 756/2026, que implementa o novo plano de carreira para os servidores efetivos da Câmara de BH. A proposta é de autoria dos membros da Mesa Diretora Professor Juliano Lopes (Pode), Flávia Borja (Pode), Wagner Ferreira (Rede) e Wanderley Porto (PRD). Ao pedir o voto favorável dos colegas, o presidente da Casa, Juliano Lopes, destacou a importância de se valorizar os funcionários concursados da CMBH, “que realizam um excelente trabalho”. O projeto foi aprovado com 38 votos “sim” e segue agora para sanção ou veto do Executivo.
 
Superintendência de Comunicação Institucional

24ª Reunião Ordinária - Plenário