Vítimas de Unaí são lembradas na CMBH



A presidente da CMBH declarou que o crime feriu a dignidade do povo brasileiro, ao calar a voz de pessoas que agiam pela garantia constitucional dos direitos trabalhistas e em defesa dos direitos humanos.
Luzia Ferreira disse, ainda, que o continuado protelamento do julgamento dos envolvidos golpeia os princípios da Justiça, da Democracia e do Estado de Direito do Brasil. “Como cidadãos de bem, exigimos a aplicação da justiça, através do julgamento e punição dos responsáveis pelo ato criminoso, devido tanto aos familiares, quanto aos brasileiros”, afirmou.
“Estamos aqui unindo a nossa voz ao protesto dos familiares, dos auditores da Delegacia Regional do Trabalho de Minas Gerais, dos companheiros de trabalho dos fiscais assassinados pelo rápido julgamento deste crime. Somamos esforços a todos que prezam a vida humana e clamam por justiça”, ressaltou a parlamentar.
Segundo o presidente do Instituto Mineiro das Relações do Trabalho, Carlos Calazans, que presidia a Delegacia Regional do Trabalho de Minas (DRT-MG) à época do crime, o apoio de Luzia Ferreira é de extrema importância. “Nos orgulha a posição da presidente da Câmara de lembrar o trágico episódio que ocorreu em Minas. O crime já está esclarecido e só falta mesmo o julgamento dos responsáveis”, comentou. “Dos nove envolvidos, quatro mandantes e cinco executores, apenas os irmãos Antério e Norberto Mânica estão em liberdade. Lembrar o crime é pedir justiça e a brevidade do processo”, acrescentou.
“O ato mostra a preocupação com a solução de um atentado contra o Estado brasileiro que não pode ficar impune, mas muitos órgãos ficam alheios. Por isso a gente tem que louvar a iniciativa”, afirmou o presidente da Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho em Minas Gerais (AAFIT/MG) e vice-presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (SINAIT), José Augusto de Paula Freitas. “A iniciativa mostra a preocupação da vereadora com a solução. Manifestações como esta não deixam o crime cair no esquecimento e ajudam a cobrar mais rapidez da Justiça”, finalizou.
Participaram da cerimônia, as viúvas de João Batista Soares Lage, Eratóstenes de Almeida Gonsalves e Ailton Pereira de Oliveira. Estiveram também presentes o vereador Bruno Miranda (PDT); o ex-deputado federal Sérgio Miranda (PDT); a procuradora do Ministério do Trabalho, Adriana Augusta de Moura; o presidente da Central Única dos Trabalhadores de Minas (CUT-MG), Marco Antônio de Jesus; parentes e amigos dos fiscais assassinados.
Brasília
Indignados diante da impunidade, os familiares, colegas de trabalho e outras categorias estarão em Brasília, na próxima quarta-feira, 28 de janeiro, para exigir do Supremo Tribunal Federal a aceleração das investigações e a punição dos culpados.